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Reportagem

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Escavação em Silves revela achados arqueológicos inéditos

A equipa da Maximus Arqueologia, liderada pelos arqueólogos Francisco e Eliana Correia, está a conduzir uma escavação arqueológica de grande relevância na cidade de Silves, no coração do Algarve. Os trabalhos em curso estão a revelar vestígios muito significativos de ocupação islâmica datados dos séculos XII e XIII, incluindo uma rua urbana com cerca de 300 m², áreas de habitação, olaria, praça pública e uma segunda linha de muralha defensiva que clarifica a evolução histórica do território antes, durante e após a conquista cristã daquele núcleo urbano.

Os trabalhos arqueológicos agora em curso reforçam a importância de Silves enquanto um dos mais relevantes centros urbanos do sul da Península Ibérica durante o período islâmico. A diversidade e o estado de conservação das estruturas identificadas permitem uma leitura mais clara da organização social, defensiva e económica da cidade, revelando uma malha urbana complexa e planeada.

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Um dos achados mais notáveis é um pote islâmico possivelmente inédito, assim como um poço em excelente estado de conservação, que ainda contém vestígios do nível de água original, oferecendo uma rara janela para o quotidiano dos antigos habitantes da cidade. Estes elementos permitem aos arqueólogos compreender melhor a dinâmica urbana de Silves durante um período de intensa transformação política e cultural.

A Maximus Arqueologia, enquanto empresa recentemente criada e com forte experiência na arqueologia empresarial, desenvolve estes trabalhos com rigor científico e com foco na preservação do património histórico e na sua valorização. A intervenção integra prospeções, sondagens e acompanhamento arqueológico em contexto de obra, bem como consultoria especializada para promotores e entidades com interesse na gestão do património arqueológico.

Segundo a equipa responsável pela intervenção, os vestígios agora identificados contribuem de forma decisiva para o conhecimento da evolução histórica de Silves, evidenciando continuidades e transformações ocorridas antes e após a conquista cristã.

A descoberta de uma segunda linha de muralha, associada a áreas habitacionais e de produção artesanal, confirma a existência de um sistema defensivo mais amplo do que anteriormente conhecido.

A intervenção decorre com acompanhamento técnico rigoroso, respeitando as normas de salvaguarda do património arqueológico, e demonstra a relevância da arqueologia preventiva na compatibilização entre desenvolvimento urbano e preservação da memória histórica.

Francisco — arqueólogo e um dos fundadores da Maximus Arqueologia.

Exemplar de um dos vários potes descobertos no local.

Aspeto da muralha muçulmana de Silves.

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